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quinta-feira, 26 de maio de 2016

COMO UM RELÓGIO SUÍÇO


Como fazer respeitar uma tradição de que nos orgulhamos? Através da lei. Como impor a lei a alguém que descaradamente a desafia, usando o truque da liberdade religiosa. Fazendo cumprir a lei com bom senso, ou seja, com proporcionalidade, mas fazendo-a cumprir! Sem rodeios, sem medos nem vinganças. Às vezes o dinheiro é um excelente aliado…

Ocasionalmente, ontem, li uma curiosa notícia suíça, onde é tradição os alunos corresponderem ao cumprimento dos seus professores. Sinal de respeito e educação, esta tradição há muito foi assimilada por todos aqueles que estudam em território helvético.
Recentemente dois adolescentes muçulmanos recusaram cumprimentar uma professora, dizendo que a sua religião os impedia de estabelecer contacto físico com pessoas do sexo oposto, com exceção de membros da família.

Apanhada de surpresa, a escola reagiu com habilidosa cobardia: os alunos ficavam dispensados de cumprimentar professores de ambos os sexos. Só que as autoridades suíças não estiveram dispostas a fazer de conta e resolveram intervir em defesa das suas tradições, dos seus valores, da sua honra.
Os meninos recusam-se a apertar a mão à professora invocando a sua religião? Pois bem, recusem, mas isso terá consequências – uma multa de cinco mil francos (4500 euros), aplicada aos pais ou encarregados de educação, cujos filhos se recusem a cumprimentar os seus professores - decidiram as autoridades do cantão de Basileia.

Rápida, eficaz e autoritária quanto baste. Os suíços interpretam e defendem com rigor as tradições e não se intimidam perante atitudes desafiadoras dos islâmicos. Expulsá-los seria exagerado e desproporcionado; levantar uma discussão sem fim seria inglório, ineficaz e pouco suíço; instituir uma multa que é bem capaz de ser o equivalente ao ordenado de um dos pais destes adolescentes põe aqueles desafiadores das boas tradições suíças no seu sítio. Podem residir na Suíça; podem manter-se escrupulosos seguidores das leis islâmicas in stricto sensu, mas isso vai custar-lhes dinheiro. Rapidamente se perceberá que não estão para tal sacrifício e a religião deixará de funcionar como álibi para a sua atitude provocatória.
Fazer cumprir a Tradição e a Lei é também uma atitude de inteligência e coragem perante os múltiplos desafios e provocações com que outros povos e religiões nos confrontam a cada passo.

GAVB

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