Uma relação saudável e feliz não é aquela onde tudo ou
quase tudo tem de ser feito a dois. Apesar de um casal partilhar os gostos,
objetivos, filhos, uma conceção de vida, cada um deles não deve perder a sua
individualidade.
É tão importante a construção de um identidade-casal como
a afirmação da personalidade. As duas coisas não são incompatíveis.
Ninguém
deve sentir-se constrangido por afirmar a sua diferença, por gostar de fazer
determinadas coisas sozinho ou com o seu grupo de amigos(as), nem isso deve ser
visto, automaticamente, como um sinal de alerta de que algo corre mal na relação.
Não acho que seja lá muito boa política estar sempre a
fazer o «frete», tenha ele cara de lojas de roupa do shopping, jogo de futebol,
museu ou jantar em casa do amigo x ou y.
Obviamente que se duas pessoas resolvem
partilhar uma vida é porque percebem que há muitas coisas que gostam de fazer
em conjunto, mas é pouco provável que os gostos coincidem rigorosamente.
Não acho que seja uma questão de tolerância, mas de
inteligência relacional. A relação que temos com o nosso companheiro ou
companheira é só um tipo de relação que ele(a) desenvolve. É certo que é uma
relação especial, provavelmente a mais importante que cada um tem, mas não a
única. Há os pais, os irmãos e outros familiares, os amigos, os colegas…E há
também a necessidade que cada um tem de estar consigo, de vez em quando.
Numa relação, como em muitos outros aspetos da vida, ganha-se
mais quando se privilegia a qualidade em vez da quantidade.
GAVB
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