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sábado, 22 de outubro de 2016

O QUE TENS, O QUE QUERES E… NÃO PODES COMPRAR


Não penses nos filhos nem nos pais, muito menos nos amigos ou no grande amor da tua vida. Isso não vale. Não são teus, muito menos tua propriedade. Pensa nas pequenas e grandes coisas que compõem o teu dia-a-dia e te deixam alegre, satisfeito, confortável. Sê objetivo, sério, rigoroso.
Agora verifica lá quantas delas não dependem do tamanho da tua carteira. A questão é que não lhes dás valor; algumas nem nelas pensas, mas se as perdesses, por um dia que fosses, percebias quanto são importantes para ti.
Não se trata da velha cantiga sobre o dinheiro que não compra a felicidade, mas de um perceção correta daquilo que nos faz sorrir todos os dias. Sem preconceitos, sem vergonhas, sem autocensura, admitindo mesmo que algumas delas apenas o dinheiro nos pode oferecer e que outras são profundamente egoístas. Mesmo tendo em considerações todos estes «ses», acho que a maioria de nós ficaria surpreendido com o resultado desse check-up pessoal.


Há um núcleo de coisas de que gostámos inexplicavelmente desde sempre. Depois há outro grupo que vai mudando ao longo do tempo. Lenta e inexoravelmente. Às vezes nem nos damos conta, mas as circunstâncias, os amigos, os colegas de trabalho, os familiares que arranjamos e aqueles que nos arranjaram «transformam-nos» e moldam-nos. Alguns reservam ainda um pequeno espaço para as suas opções, os seus projetos, seus sonhos, os seus objetivos de vida.
Se olharmos objetivamente para qualquer um destes grupos, encontraremos momentos, situações, sensações, sentimentos que temos ou queremos ter e que dependem zero do dinheiro. Então, não é verdade que o euromilhões, a raspadinha ou o placard nos devolva a alegria de viver ou garanta a felicidade por vários anos.
Aquilo que temos ou queremos ter e a que damos valor depende, quase sempre, de um esforço pessoal e consistente. 
Os melhores testemunhos de satisfação pessoal vêm de pessoas que mudaram a maneira como perspectivavam a vida; vêm de pessoas que construíram o seu próprio plano de vida, definindo objetivos curtos, realistas, apropriados à sua personalidade e realidade. 
O fator dinheiro, o fator sorte, o fator «não é para mim» passou a ter uma importância relativa. E realmente as suas vidas mudaram… muito.
É verdade que a vida não nos presenteia com muitas oportunidades para mudarmos, mas não é verdade que não haja nenhuma, nem é certo que a última que desperdiçámos foi mesmo a última.

Gabriel Vilas Boas 

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