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sábado, 15 de novembro de 2014

KATE WINSLET


Passem os anos que passarem, Kate Winslet será conhecida no mundo do cinema como a protagonista do «Titanic», o mais badalado épico cinematográfico do final do século XX. Curiosamente, apesar de estar nomeada para Óscar de Melhor Atriz, a jovem Kate não arrebatou a estatueta mais desejada por qualquer atriz.
No entanto, isso em nada beliscou a sua afirmação enquanto atriz, que se adivinhava prometedora desde que conseguira convencer Emma Thompson, a argumentista de “Sensibilidade e Bom Senso” a dar-lhe o relevante papel de Marianne. Kate não desiludiu e logo arrancou a sua primeira nomeação para Óscar. «Titanic» confirmou esse talento de Kate para protagonista de belas e arrebatadoras histórias de amor. A extraordinária beleza, sensualidade e juventude da menina Winslet faziam o resto.


A partir do mega sucesso «Titanic», Kate Winslet começa a ser requisitada para papeis cada vez mais sensuais, onde o erotismo assume um papel relevante. É o que acontece em “Quills – As Penas do Desejo” (2000), “Pecados Íntimos” (2006) e o "Leitor” (2008). Com o “Leitor”, Kate consegue finalmente o «seu» Óscar de Melhor Atriz, ao fim de cinco tentativas frustradas. Nesse filme, Kate desempenha o papel duma mulher no banco dos réus, acusada de colaboração com os nazis na Segunda Guerra mundial e que se envolvera com um adolescente no passado. A sua atuação é de tal forma superior, que o único prémio que Hollywood atribui ao filme foi arrebatado por si.
Também gostei muito do seu desempenho em “Pecados Íntimos”, onde interpreta o papel de Sarah Pierce, uma mulher infeliz com o seu monótono casamento, que se envolve num picante caso extraconjugal com o outro co-protagonista do filme. Este desempenho também lhe valeu indicação para Óscar (a 5.ª), mas mais uma vez não conseguiu triunfar. Já tinha acontecido o mesmo em “Iris” (2001) e “O Despertar da Mente” (2004). Mais do que catalogar Kate Winslet como a atriz do “quase óscar”, estas nomeações provam o enorme talento desta atriz inglesa que há pouco mais de um mês completou 39 anos.


Se na vida real o “Amor Não Tira Férias” e Kate já acarinha três crianças, fruto de três relacionamentos diferentes, no competitivo mundo do cinema, Kate é cada vez mais requisitada para papeis complexos, onde toda a sua amplitude dramática e capacidade representativa são postas à prova.  
 O futuro da provocante e prodigiosa loura, nascida em Reading, afigura-se muito risonho. Mulher fatal, vilã ou mãe perdida na encruzilhada dum amor inesperado e clandestino, Kate continuará certamente brilhar nas telas de cinema, conquistando espetadores, críticos e prémios.   
Gabriel Vilas Boas




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