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segunda-feira, 18 de abril de 2016

A CORAGEM E A DETERMINAÇÃO DE MARTINHO LUTERO, 1521



Desafiado a renegar aquilo que escrevera sobre os abusos no seio da Igreja Católica, Martinho Lutero compareceu em Worms (pequena cidade nas margens do Reno), diante da Dieta (assembleia geral do Sacro Santo Império) e recusou retratar-se, recusou pedir desculpas e declarar que se havia enganado.
A 19 de abril de 1521, proferiu uma célebre declaração que não deixava margem para dúvidas. «A menos que eu seja convencido pelos testemunhos das Sagradas Escrituras ou motivos evidentes, (pois não acredito nem no papa nem em concílios, visto que se provou que eles erraram ou entraram e contradição permanente) estou vinculado pelas escrituras citadas por mim, e a minha consciência foi feita cativa pela Palavra de Deus, e não posso renegar, porque não é seguro nem correto agir contra a minha consciência. Deus me ajude. Amém.»

A declaração de Martim Lutero sobre a autoridade das Escrituras em relação às diretrizes da Igreja Católica foi a prova cabal da coragem, da determinação, da lealdade aos princípios do Cristianismo do frade agostiniano Martinho Lutero. A defesa convicta das suas opiniões transformou os seus protestos contra os abusos da Igreja num desafio à autoridade espiritual e política da instituição eclesiástica.

Lutero saiu de Worms antes de ser oficialmente acusado de heresia e, para sua própria proteção foi capturado numa falsa emboscada por Frederico da Saxónia, que o manteve no Castelo de Wartburg durante nove meses. Lutero não desperdiço o tempo que passou em cativeiro, traduzindo o Novo Testamento para alemão; aquando da publicação, esta obra transformou-se rapidamente num êxito e o desafio à autoridade papal e imperial tornou-se imparável.

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