Etiquetas

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

UMA AULA ATRAVÉS DO SMARTPHONE



Não demorará mais de três anos até que grande parte das aulas tenha por base o smartphone ou tablet. Através deles proceder-se-á à grande revolução no ensino em Portugal.
Os grandes agentes desta mudança serão os alunos e as editoras; os grandes entraves serão os professores e, em parte, os pais, mas o processo está em marcha e necessita apenas de um click, um pequeno pretexto, para se tornar imparável.
Esse click pode ser a questão das mochilas ou dos trabalhos de casa excessivos. Dentro de pouco tempo, grande parte dos exercícios que os professores propõem nas aulas será resolvido a partir de uma aplicação previamente instalada pelos alunos no seu smartphone. As vantagens serão bem maiores que os inconvenientes: maior participação dos alunos, aulas mais práticas, perceção imediata, pelos alunos e professores, do que ficou apreendido e do que precisa de nova abordagem, introdução de conteúdos multimédia.

Os alunos deixarão primordialmente de escrever, para passar a ouvir, raciocinar e optar. Provavelmente, quer as aulas quer a avaliação deixarão de estar subjugadas à ditadura da escrita, privilegiando-se a leitura e a oralidade. As aulas serão muito mais práticas e centradas nos alunos.

Os professores começarão por mostrar ceticismo até se renderem à evidência de uma escola baseada na tecnologia, onde o lápis e o papel terão uma utilização muito residual ou ficarão guardados para as aulas de Educação Visual.

Estou em crer que esta transformação baixará muitíssimo os índices de indisciplina e violência na escola. 
E não me parece que custe muito dinheiro a implementar. Grande parte dos alunos tem tablet ou smartphone e as editoras já perceberam qual o caminho a seguir, como se pode depreender dos mais recentes produtos lançados no mercado pela editora quase monopolista dos livros escolares, em Portugal.

Os professores estão preparados para isto? Não, mas não vai ser difícil adaptarem-se. A princípio, vão sentir-se um elemento estranho na sala de aulas, mas, como diria Pessoa, primeiro estranha-se, depois entranha-se.

GAVB

Sem comentários:

Enviar um comentário