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sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

UM HOSPITAL À BEIRA DE UM ATAQUE DE NERVOS


Enfermeiros agredidos no Hospital de São João devido a demora no atendimento – DN

“Dois enfermeiros do Hospital de Gaia agredidos na triagem” – TVI

Centro de Saúde de Oliveira de Azeméis anuncia novo médico após ameaça de bomba – Sapo 24

Sucedem-se as notícias sobre agressões de doentes a enfermeiros, ameaças a médicos, confrontos com seguranças nos hospitais públicos portugueses. Por um lado, o desespero dos utentes que aguardam horas e horas, em sofrimento, em tensão por uma simples consulta de urgência; do outro lado, centenas de enfermeiros e médicos completamente exaustos, sem camas, sem quartos para acudir a casos urgentes, pressionados por tudo e todos para diagnosticarem e atuaram a uma velocidade incompatível com um ato médico de qualidade.

Na retaguarda, administrações hospitalares angustiadas e completamente manietadas por decisões governamentais incompreensíveis, irresponsáveis e desumanas, que não fornecem aos hospitais os meios humanos e materiais para que cumpram com profissionalismo e dignidade a sua missão.

Tomemos como exemplo, o caso do hospital de Gaia, onde a situação de rutura está eminente. Cancelamento de cirurgias, retirada de camas para internamento, despedimento de médicos e enfermeiros. Incompreensível, especialmente quando se percebe que o ministro da saúde tem conhecimento direto desta situação.
Ainda que a uma escala menor, o tsunami de Gaia tem réplicas noutras unidades hospitalares e centros de saúde, onde o caos é o novo normal.

Adianta pouco apresentar resultados económicos globais muito positivos, subir o PIB, descer o défice quando a população sofre e desespera para ser atendida num hospital público com o mínimo de eficiência e dignidade.
Não sei se são trocos ou uma conta difícil de pagar, mas o que me parece evidente é que não podemos “rebentar” com a saúde de quem nos trata da saúde!
GAVB

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