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sexta-feira, 27 de outubro de 2017

CONSTANTINO, O SINAL DE DEUS E O ÉDITO DE MILÃO

In hoc signo vinces*

Ao contrário do que possamos julgar, o imperador romano Constantino não foi cristão. Converteu-se ao cristianismo pouco antes de morrer, mas mesmo assim os cristãos têm-no em muita boa conta, por causa do Édito de Milão (313 d.C.), que proclamou a tolerância religiosa no Império Romano, terminando oficial e legalmente com as perseguições a que os cristãos eram alvo nos territórios do Império.


O que terá estado na génese deste famoso Édito de Constantino? Um ano antes, a 27 de Outubro de 312 d.C., o jovem imperador Constantino enfrentava o seu rival imperial, Maxêncio, nos arredores de Roma. Pouco antes da batalha, na Ponte Milvia sobre o rio Tibre, Constantino teve a visão da cruz no céu. Como saiu vencedor, aquela visão causou-lhe uma forte impressão assim como a todo o exército que o acompanhou.
Essa visão extraordinária provavelmente influenciou-o a promulgar o Édito de Milão, que abriu as portas do Império à difusão do cristianismo.

Aproveitando a embalagem do Édito de Milão apareceu a famosa «Dádiva de Constantino», um documento forjado que alegadamente conferia grandes direitos e privilégios ao Papa Silvestre I (314-315). Foi com base neste suposto édito romano de Constantino que a Igreja Católica justificou a sua autoridade secular, que é com quem diz legitimou a posse de Estados papais em Itália.
É verdade que o jovem Constantino ficou muito abalado com a visão da Cruz no céu e, pelo sim pelo não, deixou de perseguir os cristãos, mas esse abalo não foi assim não forte para ele próprio se converter ao Cristianismo. Fê-lo, mas só na hora da morte. Há quem diga que foi por perceber a exigência moral que tal escolha implicaria no exercício do seu cargo. A verdade é que Constantino sempre foi um Imperador pragmático e oportuno, um pouco à imagem da Igreja Católica que quis ser mais papista que o… Imperador.

*Com este sinal vencerás
GAVB 

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