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sexta-feira, 23 de junho de 2017

FINALMENTE O IAVE PEDE INVESTIGAÇÃO À FUGA DE INFORMAÇÃO NO EXAME DE PORTUGUÊS



Quatro dias e muita pressão mediática depois, o IAVE lá enviou uma participação de “uma eventual fuga de informação” no exame de Português do 12.ºano. Ontem, escrevi que provavelmente a batota ia compensar e, apesar das notícias de hoje, mantenho o ceticismo.
Só hoje, dia 23 de junho, o IAVE publicou uma nota sobre o exame de Português, porque o ruído nos jornais e redes socais é imenso. Se a sua intenção sempre foi esta, por que esperou quatro dias para fazer participação ao Ministério Público?



O MP abriu inquérito, mas creio que isso é só o início de um processo burocrático, destinado a calar a desconfiança generalizada que se instalou entre pais, alunos e professores face à idoneidade de algum(uns) membro(s) responsável(eis) pela realização das provas, pois o processo nunca estará pronto a tempo de produzir efeitos na candidatura dos alunos ao ensino superior, caso seja apurada qualquer tipo de fraude.

O IAVE e o ME pediram a intervenção do MP apenas para lavarem as mãos, pois não dão explicações convincentes sobre o caso (a que eles próprios dão relevância, pois de contrário não faziam participação ao MP), nem acho que ponderem seriamente a anulação da provação, já que não há nenhuma indicação do Ministério da Educação nesse sentido. Se os alunos tiverem de se submeter a nova prova, devia o ME alertar os discentes para essa possibilidade, a fim de os preparar psicologicamente para o facto.

Apesar de algumas informações referirem que o ME mandou que os corretores suspendessem a correção da prova entretanto realizada, não creio que se esteja perto da anulação da prova.

Aquilo que se pede a um político é que esteja preparado para tomar decisões difíceis e arriscadas, se necessárias. Neste caso, como noutros em anos anteriores, acho que o máximo a que chegaremos é admitir que “houve uma EVENTUAL fuga de informação, mas não se consegue apurar os autores da mesma”.
Hoje é noite de São João e os balões vão ficar em terra por causa dos incêndios. Há uns dias escrevi que o aeroporto Francisco Sá Carneiro parava três horas por causa dos balões. Afinal, parece que os aviões vão levantar voo, por causa dos incêndios e das mortes de Pedrógão. Sempre houve incêndios nesta altura do ano, mas foi preciso morrer dezenas de pessoas para termos todo o tipo de cuidado.

 O ME também precisa de evidências brutais para tomar decisões difíceis?
GAVB

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