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quinta-feira, 31 de maio de 2018

VIVER É ESCOLHER



Por que razão temos tanta dificuldade em escolher? 
Uma das grandes razões é dispormos de muitas opções de escolha.
À primeira vista, termos várias possibilidades de escolha é algo que nos devia deixar contentes e ser uma garantia de uma escolha acertada, mas, frequentemente tal não acontece. 
O primeiro entrave é compreender todas as opções que se nos deparam. Depois há que verificar se elas são uma real solução para o nosso problema de base ou apenas abrem outros apetites. Por fim, há que hierarquizá-las segundo critérios objetivos, o que nem sempre é fácil.
    Tomemos, por exemplo, um caso prático do quotidiano: a escolha de uma refeição num restaurante. Se tivermos que escolher entre três/quatro pratos, a nossa escolha é mais célere, convicta e objetiva. Se a escolha poder ser feita a partir de uma carta de vinte pratos, as dúvidas adensam-se, a convicção esmorece, os propósitos iniciais mudam.
   
Se em vez de um adulto, em hora de almoço, pensarmos numa criança, ainda em fase de construção de sua capacidade de decisão, os efeitos negativos do excesso de oferta podem ser maiores.
   Se demos tudo a uma criança, o mais certo é transformá-la em pessoas sem iniciativa e com muita dificuldade em decidir. O excesso de oferta cria a ilusão que o melhor é ter tudo, fazer tudo, para não perder nada, mas o que muitas vezes acontece é que se perde o mais importante – a capacidade de selecionar o que nos interessa em cada momento.
 Se tivermos, por exemplo, uma regra geral de nos permitirmos apenas três opções, é muito mais fácil ativar o mecanismo da decisão – ação. 
Quando escolhemos, agimos e estimulamos a vontade de fazer. Fortalecer a nossa capacidade de selecionar significa reforçar, a longo prazo, a nossa iniciativa, mesmo que as circunstâncias ou as situações mudem.

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