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terça-feira, 29 de maio de 2018

FICAR PARA MORRER




«O problema da eutanásia no nosso país não é a eutanásia, é o nosso país. Em teoria, é boa ideia. Em Portugal, é que é mal feito. Se passar, é inevitável que um dia ouçamos isto no telejornal:
Um escândalo! Estou há onze meses na lista de espera para uma eutanásia. Marcaram para hoje, vim de Beja ainda de madrugada, ia tendo um acidente, podia ter morrido, e agora dizem-me que há greve?
Não duvida da competência do SNS para matar. Duvido é que o consiga fazer quando é suposto. Por isso, aprove-se a lei. Satisfaz os partidários do ‘Sim’, que veem a eutanásia legalizada, e os do ‘Não’, que, se o SNS continuar a ser o SNS, nunca a verão em Portugal.»
José Diogo Quintela

Tal como o humorista José Diogo Quintela também eu sou a favor que cada um de nós seja livre de terminar a vida com dignidade, que muitas doenças não permitem. Bem sei que uns são mais fracos que outros, que há muitas pessoas que não têm qualquer resistência à dor e, sobretudo, há o perigo, da fragilidade psicológica de um dado momento acabar por generalizar a morte. Apesar de todos estes medos, tenho tendência a pensar como Séneca “viver não é uma coisa boa em si mesmo, mas viver bem sim!”, por isso talvez seja melhor viver até onde devo e não até onde a natureza mo permita, mas sob condições indignas, degradantes e inalteráveis.
GAVB

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