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terça-feira, 17 de abril de 2018

A IGNORÂNCIA AMERICANA



Desde que Donald Trump foi eleito presidente dos EUA comecei a suspeitar seriamente da inteligência dos norte-americanos. Afinal eles elegeram um burgesso para seu presidente. Ser presidente do país é o mais alto cargo da nação e para eleger um homem com aquele perfil psicológico, social, cultural e pessoal é preciso ser-se não se ter juízo nenhum.

Agora, um estudo da Jetcost, um site de viagem, sobre o grau de conhecimentos culturais, geográficos e linguísticos do turista norte-americano, ou seja, aquele que viaja e por isso supostamente conhece mais que os que nunca saíram da América, revela quanta ignorância prolifera em terras de Trump.

uma americana a indicar a Coreia do Norte no mapa
Algumas conclusões deviam fazer parte de um livro de anedotas sobre americanos, mas soam terrivelmente plausíveis.
Metade dos inquiridos acha que África é um país e não um continente.
Um em cada cinco americanos inquiridos (e foram mais de quatro mil) pensa que a França faz parte do Reino Unido e que em Portugal se fala espanhol. Cerca de 40% acredita que o Polo Norte não existe e 26% julga que a Escócia se situa no Equador.

Um em cada seis pândegos americanos pensa que a grande Muralha da China, afinal, fica no Japão e cerca de 14% dos entrevistados afiança que as Filipinas são um estado chinês.
Partindo do princípio que as entrevistas foram feita a gente sóbria, este resultado, ainda que seja apenas uma amostra, não deixa de pôr em cheque o modelo educacional norte-americano, muito baseado em testes de Verdadeiro e Falso. Quando olhamos para os resultados de um sistema educativo também temos de olhar para o seu produto final e não apenas para as taxas de sucesso e insucesso. 
O modelo americano produziu a eleição de Trump e uma enorme quantidade gente que motivaria a criação de uma história e geografia mundiais do disparate.
GAVB

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