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domingo, 16 de dezembro de 2018

MARIA, UMA LÍDER QUE É UMA BEGONHA PARA A JS


Na política portuguesa, a ética atingiu valores tão baixos que já pouco ou nada me surpreende, exceto a passividade com que as pessoas decentes assistem a este cortejo de mediocridade moral, que parece não ter fim.
Este fim de semana, a JS (Juventude Socialista) elegeu a sua nova líder - Maria Begonha. Concorreu sozinha às eleições, mas a sua subida ao poder está enlameada pela sua conduta anterior. A nova líder da JS é perita em mentir, efabulando sobre cargos e cursos que não ocupou nem tirou. Na verdade, Maria faz jus ao apelido e devia fazer corar de vergonha quem a elegeu, quem permitiu que fosse candidata, quem não teve capacidade para concorrer contra ele. 
O que fez de tão ignóbil Maria Begonha? MENTIU! Descaradamente, desnecessariamente, desavegonhadamente, porque nunca se arrependeu verdadeiramente. 

Em 2014, quando era deputada municipal em Lisboa, Maria foi contratada pela Junta de Benfica para "exercer serviços de apoio ao secretariado", mas na sua página de candidatura à liderança da JS, Maria Begonha escreveu que era "assessora na área de políticas públicas autárquicas". Entrou numa Junta de Freguesia, por cunha política, e intitulou-se especialista nacional em política autárquica. 
Também quanto ao curriculum Maria mentiu: no Linkedin diz que tem um mestrado em Ciências políticas, quando na verdade apenas frequentou, mas não concluiu esse grau académico. Intitulou-se se Presidente da Associação de Estudantes da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, quando, na realidade, só presidiu à mesa.
Começa bem este menina na política!
E que fizeram os seus camaradas da JS? elegeram-na. No entanto, o mais grave para mim, foi não ter havido ninguém entre os jovens socialista que lhe fizesse frente nas urnas. Será que a JS não t3m ninguém decente para concorrer com esta Begonha? 
E que fizeram os dirigentes do PS? Tirando as posições públicas de Ana Gomes e Gabriela Canavilhas, assobiaram para o lado. de Carlos César a António Costa acharam que não havia nenhum problema de credibilidade nem de ética na eleição da nova líder da JS. não sei se Carlos César o António Costa sentem o peso da consciências das patranhas e jogos de ilusão, com que enganam muitas classes profissionais e milhões de portugueses, mas quem tem um ex. primeiro-ministro (José Sócrates) suspeito de corrupção e um antigo dirigente condenado a pena de prisão efetiva devia cuidar bem melhor da sua reputação, porque o PS tem claramente um problema reputacional.
«Palavra dada é palavra honrada» disse certa vez António Costa. Nem palavra nem honra e Portugal precisa de dirigentes que não o envergonhem.
GAVB

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