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quinta-feira, 13 de setembro de 2018

JOVEM QUE PROCURAS EMPREGO, QUE PATRÃO SERÁS?


A televisão pública portuguesa exibe uma interessante reportagem sobre o emprego em Portugal nos dias que correm e as repercussões que a sua baixa retribuição tem na vida dos jovens adultos.

Volta a haver emprego, mas a política dos baixos salários não nos sai da pele. É certo que a primeira resposta que se dá a uma crise económica profunda é a recuperação de emprego a todo o custo e sobretudo a baixos custos.
No entanto, é preciso sair desse estado de emergência social e pôr de lado um modelo económico que tanto criticámos aos nossos pais.

Os analistas sociais dizem que o emprego para a vida acabou e isso é verdade, mas tal deve-se ao facto do Estado ter deixado de empregar, aumentando a idade da reforma e reduzindo lentamente efetivos, além da privatização de certas áreas da economia que o Estado detinha em regime de monopólio.

O problema está naquilo que os jovens patrões fazem quando chegam os primeiros lucros. Que modelo salarial adotam os jovens empreendedores portugueses, quando, enfim, alcançam os lucros? Será que repercutem esses ganhos no salário dos colaboradores, como agora gostam de dizer? Ou fazem o mesmo que a velha guarda, aforrando em carros, casas de férias e viagens de lazer, até à próxima crise?

A economia portuguesa está em mutação, quer ao nível dos modelos de negócios quer ao nível da disponibilidade e qualificação dos trabalhadores. Será que a mentalidade de quem manda mudou na mesma proporção e direção?
Olhemos para as economias que tanto admiramos e logo notamos um mandamento sagrado: confiança entre patrões e trabalhadores.  Existe confiança quando a palavra dada é cumprida todos partilham derrotas e vitórias. 

A culpa não pode ser sempre da velha guarda, que mal sabia falar língua, desprezava a tecnologia e eram avessos à inovação. Hoje temos uma geração de jovens empreendedores que são os detentores de centenas de pequenas empresas e empregadores de milhares de pessoas. Como tratam eles a geração que lhes sucedeu e faz a primeira incursão no mercado de trabalho?

GAVB

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