Etiquetas
- Arquitetura (120)
- Cinema (105)
- História (196)
- Música (138)
- Pintura (131)
- Teatro (82)
- Tema Livre (270)
sábado, 24 de julho de 2021
DONA CARLOTA JOAQUINA, A RATAZANA
terça-feira, 20 de julho de 2021
OS PORTUGUESES FORAM ENSINANDO OS INGLESES A TER MANEIRAS E BOM GOSTO
De tempos e a tempos, os portugueses gostam de lembrar aos ingleses que o chá foi introduzidos em terras britânicas pela infanta dona Catarina de Bragança, filha do rei D. João IV, e esposa de Carlos II de Inglaterra. No entanto, a presença de Catarina deixou outras marcas de bom gosto e boas maneiras na corte inglesa, que os altivos ingleses teimam em ignorar.
Quando Catarina foi para Inglaterra, os portugueses já conheciam o chá, que haviam trazido da China, e foram os primeiros a comercializá-lo na europa. Assim, por ter o hábito de o tomar regularmente, a rainha D. Catarina inventou o "five o'clock tea", tal como introduziu o consumo da "marmelade" (geleia de laranja amarga). Pela mão dos portugueses introduziu-se, igualmente, em Inglaterra o uso do tabaco e dos talheres, dois elementos fundamentais de civilidade, boas maneiras e bom gosto, que os ingleses tanto gostam de exibir, sonegando, todavia, com quem os adquiriram.
A relação privilegiada entre Portugal e a Grã-Bretanha levou ainda a que uma importante classe mercantil inglesa se estabelecesse no Porto, contribuindo decisivamente para o desenvolvimento da cidade. Um belo símbolo dessa relação é o edifício da Feitoria inglesa, contruído em 1790. O comércio na cidade portuense beneficiou bastante com este entendimento entre os dois povos de tal modo que na primeira metade do século XVIII, cerca de 75% dos navios que ancoravam na cidade invicta eram ingleses e amiúde enchiam-se de cevada, arroz, centeio, laticínios, carnes secas, bacalhau, além do famoso vinho do Porto, que depois eram levados para consumo dos britânicos.
Nem só de vinho e chá se fez a relação comercial entre Portugal e Inglaterra, embora tenha sempre faltado um pouco de chá, aos ingleses, para reconhecerem os factos.
Gabriel Vilas Boas
segunda-feira, 19 de julho de 2021
ALVES DOS REIS, O PRIMEIRO GRANDE BURLÃO DA HISTÓRIA DE PORTUGAL
Se eu alguma vez falsifiquei alguma coisa, essa coisa não foram notas de banco. Talvez umas assinaturas. Se calhar um ou outro documento oficial. E claro, com a tenra idade de 18 anos, um magnífico diploma de engenheiro, da própria Universidade de Oxford, uma das mecas do Ensino Universitário mundial, certificado pela prestigiadíssima Polytechnic School of Engineering – instituição, aliás, inexistente. Ora, mas quem nunca?…
domingo, 18 de julho de 2021
NÃO QUEREMOS MIGALHAS
Não há ideologia que resista à fome e à doença. Os cubanos estão sem medicamentos e sem alimentos e não apenas por causa do embargo dos ianques ou dos constrangimentos da Covid 19. Falta o essencial porque o governo comunista não permite (não permitia, pois agora permite mas em pequenas e isuficientes quantidades) que os cubanos trouxessem comida e medicamentos para dentro de Cuba.
Os cubanos perderam a paciência com um regime caduco, autista e egoísta; vieram para a rua, protestando contra a morte lenta de um povo que tem sede e fome de tudo, a começar pela liberdade.
Sente-se que, mais ano menos ano, o regime, corporizado pelos Castro cairá, pois é uma árvore seca, sem vida nem futuro, apenas atrapalhando o futuro de gerações de cubanos que têm de fugir da sua amada pátria para sobreviver.
É dilacerante ver inúmeros cubanos chegarem a outros países, inclusive a Portugal, e pedirem a nacionalidade desses países, como se estivessem zangados e desiludidos a sua pátria. Penso, por exemplo, no caso do atleta do triplo salto português, Pedro Pablo Pichardo, ou no tristemente malogrado andebolista Alfredo Quintana.
Não acho que tenham deixado de amar a terra onde nasceram, mas estavam fartos de mentiras, de vãs ilusões; tinham fome de liberdade e necessidade de comida. Precisavam de resgatar as suas vidas às mãos de uma ideologia que há muito deixou de fazer sentido. Cuba é um velho general trôpego, perdido no seu labirinto de contradições tontarias.
Ser revolucionário, hoje, em Cuba, é permitir que os cubanos escolham Cuba para viver e não sejam obrigado a permanecer em Cuba para morrer.
Ironicamente, os cubanos cumprirão o desejo de Che Guevara - "HASTA LA VITORIA, SIEMPRE!", derrotando aqueles que lhes prometeram a liberdade e a justiça e hoje os aprisionam num mundo que já não existe.
Como fazem sentido nos dias de hoje as palavras de Diego El Cigala
sábado, 10 de julho de 2021
PRISÃO É PARA POBRE, RICO PAGA CAUÇÃO
Vieira andou anos a enganar o novo Banco e, por consequência o erário público;
Joe Berardo já nem se lembrava do tempo em que, com o beneplácito dos governos socialistas de Sócrates e Costa, pedira dinheiro à Caixa para tentar comprar o BCP, a mando dos amigos socialistas;
Ricardo Salgado anda tão cansado que nem ao próprio julgamento se digna ir. Passaram longos anos sem que esta gente fosse sequer incomodada.
Hoje têm todos mais de setenta anos. Prendê-los pareceria desumano e eles, obviamente, sabem disso, como sabiam todos aqueles que andaram anos a empastelar os processos, para que chegássemos a esta situação: só restar ,ao todo poderoso Carlos Alexandre, obrigá-los a pagar umas cauções de poucos milhões (uma espécie de trocos tendo em conta tudo aquilo de que são acusados de desviar ou roubar) e mandá-los para casa, onde aguardarão. pacientemente. que passem mais uns cinco a dez anos até que um outro juiz diga que têm de ir a tribunal por um quarto dos crimes que agora lhes são imputados.
Provavelmente, quando esse julgamento pífio começar, alguns deles terão já perdido a convenientemente a memória dos factos e parecer-nos-ão velhos senis, prontos para morrer dali a pouco tempo.
Nenhum dos muitos milhões que desviaram para contas amigas será recuperado. No fundo, no fundo este dez milhões que Carlos Alexandre impôs a Vieira, José António dos Santos e Joe Berardo são uma espécie de esmola que os arguidos deixam aos contribuintes e nos fazem parecer ainda mais tolos.
Daqui a alguns meses, quando Vieira tiver mesmo saído de cena, não serão apenas os benfiquistas o alvo da chacota popular, mas todos os contribuintes portugueses, a quem Vieira, Berardo, e Salgado tiveram a lata de sugar e gozar.
Esta justiça mediática é o novo pão e circo, com que os tolos são enganados, roubados e, no fim, batem palmas.
Precisamos de muito mais do que cauções ou prisões domiciliárias. Precisamos de impedir o crime, criando regras preventivas muito mais rígidas.
Gabriel Vilas Boas
domingo, 27 de junho de 2021
QUE MÚSICA ESCUTAS TÃO ATENTAMENTE QUE NÃO DÁS POR MIM ?
Não sei como vieste,
mas deve haver um caminho
para regressar da morte.
Estás sentada no jardim,
as mãos no regaço cheias de doçura,
os olhos pousados nas últimas rosas
dos grandes e calmos dias de setembro.
Que música escutas tão atentamente
que não dás por mim?
Que bosque, ou rio, ou mar?
Ou é dentro de ti
que tudo canta ainda?
Dizer-te apenas que estou aqui,
mas tenho medo,
medo que toda a música cesse
e tu não possas mais olhar as rosas.
Medo de quebrar o fio
com que teces os dias sem memória.
Com que palavras
ou beijos ou lágrimas
se acordam os mortos sem os ferir,
sem os trazer a esta espuma negra
onde corpos e corpos se repetem,
parcimoniosamente, no meio de sombras?
Deixa-te estar assim,
ó cheia de doçura,
sentada, olhando as rosas,
e tão alheia
que nem dás por mim.
Eugénio de Andrade, in 'Antologia Poética
domingo, 20 de junho de 2021
É PENOSO VER QUE PORTUGAL CONTINUA UM PAÍS ATRASADO, APESAR DE TANTO APOIO
Durante décadas entraram em Portugal milhões e milhões de euros em apoios comunitários e a vida dos portugueses melhorou um pouco, mas não tanto como o de outros cidadãos europeus que tinham piores vidas que as nossas há vinte anos.
Elisa Ferreira coloca a questão como ela deve ser colocada: é penoso, triste, incompreensível ver que Portugal é ainda um país da coesão, ou seja, um país que precisa da ajuda de outros países da UE. Um país que pensa como um adolescente, sempre a pedir mesada aos pais, apesar de já ter 35 anos de União Europeia e depois da sua entrada já ter visto mais 15 países entrarem para o clube europeu.
E a situação não tende a melhorar porque o governo português já nem quer dinheiro emprestado, quer dinheiro dado.
Desenvolver projetos em que tenha de colocar a sua parte (por mais pequena que seja) e dar conta da rentabilidade do investimento quase que deixou de ser opção estrutural.
Pior que não ter dinheiro é não saber o que fazer com ele. Os portugueses sabem os restaurantes com estrela Michelin em Portugal, as aventuras do do rei Emérito de Espanha, os devaneios amorosos das estrelas de futebol portuguesas, mas não conhecem dez projetos portugueses que aplicaram, com sucesso, os fundos que a UE disponibilizou a Portugal. Muito menos sabem quais a empresas portuguesas que começaram por recorrer a esses fundos, mas atualmente já os dispensam porque ganharam asas suficientemente fortes para não estarem dependentes de ajudas.
O que Elisa Ferreira não disse ou não quis dizer foi a razão pela qual o nosso país continua alegremente a fazer o papel de pedinte.
Eis parte da resposta:











