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segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

JÁ NÃO É IMPORTANTE O QUE SABEMOS MAS SIM O QUE FAZEMOS COM O QUE SABEMOS


Para que é que «isto» serve?

Talvez devêssemos começar por aqui! Em primeiro  lugar, os professores; mas também os alunos, que se tornaram "clientes" pouco exigentes, viciados em aprender sem questionar.

Obviamente que o mundo mudou! E os professores precisam de aceitar isso, para depois entender o que se transformou, de modo a preparar a sua ação, a partir dessa nova realidade.
Perdemos demasiado tempo a lamentar a mudança, a queixar-nos da falta de condições e consideração, e pouco ou nenhum tempo a entender a mudança.

Para entender é preciso querer entender! Não é isso, afinal, que dizemos aos alunos, quando este recusam o mais pequeno esforço em aprender o que lhe propomos?
Aprender é ouvir, ser humilde, crítico também, mas sobretudo construtivo, partindo sempre do princípio que vivemos num paradigma social, comportamental, tecnológico e mental diferente daquele em que nos formámos.

É certo que o aluno precisa de saber para fazer, mas antes necessita de uma justificação, uma razão prática e objetiva, para ter que estudar determinado conteúdo e, sobretudo, daquele modo. O modo sempre foi fundamental. Se estamos a ensinar como aprendemos ou como ensinávamos há quinze ou dez anos, estamos, claramente, a ensinar de modo errado. 

Nenhum setor da sociedade funciona já de modo autista.

O professor precisa de procurar a sua reciclagem! Saber exatamente o que quer, ou seja, que valências tem de adquirir ou melhorar para concretizar aulas diferentes e mais produtivas. Não diferentes porque sim, porque os outros querem, mas porque os alunos são pessoas diferentes do que eram há dez anos. 
Eles têm telemóvel, acesso facilitado à internet, o inglês é-lhes familiar, vivem num mundo cheio de apps, a relação com o professor é mais próxima e democrática, o livro deixou de ser a única e mais valiosa fonte de informação.

O professor só lhes é útil, se aceitar e dominar o novo contexto. Dominar o contexto exige aprendizagem, saber trabalhar com a tecnologia, apostar fortemente no trabalho em equipa. 

A Escola não precisa de se submeter à facilidade para vencer os desafios do futuro; muito menos entrar em lutas estéreis sobre quem é mais essencial, o professor ou aluno.
A Escola precisa, sim, de promover a qualidade do trabalho que desenvolve, fundamentar as suas opções, renovar o modo e os procedimentos.

Temos tempo, o que não quer dizer que não haja exigência, porque o pior que nos pode acontecer é fazer que fazemos: nas infraestruturas, no parque tecnológico, na formação de professores, na exigência da avaliação.

GAVB

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