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segunda-feira, 23 de abril de 2018

O VELHO TRUQUE DO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO DE PÔR PROFESSORES CONTRA PROFESSORES



O Ministério da Educação tem mesmo um problema de consciência com os professores portugueses: a não contagem do tempo de serviço ao longo de uma década. 
O governo não sabe como fazer para excluir os professores do seu plano de devolução mitigada dos rendimentos aos funcionários públicos e por isso passou a um plano subversivo: dividir para reinar. Não conseguindo maniatar todos os professores independentes e livres como engana os sindicatos, o Ministério da Educação lançou mão do ponto mais frágil da união dos professores portugueses: a colocação dos professores contratados e a eterna questão dos professores que fizeram carreira no setor privado.

A maioria dos professores do ensino público acha uma tremenda injustiça que os professores do ensino privado possam concorrer em igualdade de circunstância às vagas do ensino público que agora abriram, quando a maioria deles, por razões que só a eles dizem respeito, optou por uma carreira no ensino privado. As razões são diversas: para conseguirem trabalhar, para ficarem perto de casa, para ganharem melhor… não importa. Fizeram sua opção e agora o ME dá-lhe a possibilidade de efetivar no setor público sem nunca terem trabalho para o Estado Português, excluindo quem, durante décadas, andou de malas às costas a fazer a volta a Portugal em escolas públicas.

É emocionalmente difícil aos professores digladiarem-se com colegas, alguns deles verdadeiros amigos de longos anos, mas parece ser isso que o ME quer, ao lançar um concurso extraordinário sob condições injustas e possivelmente ilegais.
Mais do que dividir para reinar, o governo, através do Ministério da Educação, tenta desmoralizar um classe já tantas vezes sacrificada e injustiçada a quem todos se acham no direito de faltar ao respeito.
GAVB

sábado, 16 de setembro de 2017

O MINISTRO DA EDUCAÇÃO ESTÁ A PRECISAR DE UMA PERMUTA


Inábil, sonso, injusto… não sei que adjetivo escolher para caracterizar o Ministro da Educação. Nos últimos meses, só temos somado desilusões com as ações e as atitudes de Tiago Brandão Rodrigues. A maneira como geriu a colocação dos professores efetivos, em especial aqueles que tentaram, em vão, a mobilidade interna, revela bem quão impreparado é o jovem ministro de António Costa.

O ministro e o primeiro-ministro perceberam claramente que meteram o pé na poça na questão da colocação de professores do quadro de zona de pedagógica, ao não fazerem sair todos os horários a que estes professores podiam concorrer, ao mesmo tempo, criando gritantes injustiças entre professores. Tal como aconteceu na questão dos alunos que acederam ao exame de Português antes dos outros, o ministro não sabia o que fazer para sanar o erro e por isso achou que se deixasse passar o tempo o problema resolvia-se. E resolveu-se... com prejuízo para milhares de professores! Que terá prometido António Costa no fim-de semana passado aos professores em Matosinhos? Que ia dar uma palavrinha a Tiago Brandão Rodrigues? Ele obviamente não sabia descalçar a bota e saiu-se com duas tiradas absurdas e quase a raiaram o insulto. 

Sugerir aos professores, que se sentem injustiçados, que sempre podem fazer uma permuta é “gozar” com eles. Então os professores que ficaram longe vão pedir permuta aos colegas que ficaram com o seu lugar e agora estão satisfeitinhos da vida? Imagine Tiago Brandão Rodrigues que amanhã, por qualquer lapso informático ou decisão desvairada do primeiro-ministro, é colocado como diretor regional de educação em Beja. Como solução para recuperar o seu posto, o líder do governo dá-lhe como hipótese uma permuta com qualquer ministro, desde que este queira, ou então sempre pode esperar um ano e fazer novas provas para Secretário de Estado ou Ministro do Ambiente.
Tiago Brandão Rodrigues já deu provas suficientes que não tem qualidades suficientes para o cargo. E nem se pode queixar de má imprensa ou ataque cerrado dos partidos da oposição.

GAVB