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sábado, 31 de março de 2018

TORRE EIFFEL - A DAMA DE FERRO FAZ ANOS

Há 129 anos, os parisienses encheram-se de orgulho com a inauguração de um dos mais emblemáticos monumentos do planeta – a Torre Eiffel.
Atualmente recebe mais de sete milhões de visitantes e na altura em que foi inaugurada passou a ser o monumento mais alto do mundo, com os seus imponentes 300 metros (mais 24 se contarmos a imponente antena de rádio).


Neste ícone parisiense, francês e ocidental tudo é admirável e em tamanho XXL: começou em pouco mais de sete mil toneladas e hoje já chega às dez mil. Para isso muito contribuíram os vários upgrades que lhe juntaram ao longo do último século: museu, restaurantes, lojas, milhares de turistas a todas as horas…
Hoje ir a Paris e não subir à Torre Eiffel é como ir a Roma e não ver o Papa. O verdadeiro check-in do turista, em Paris,  faz-se na Torre do senhor Gustave.

E pensar que tudo isto começou por ser um arco de entrada na Exposição Universal de Paris de 1889, ela própria uma homenagem ao centenário da Revolução Francesa.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

UMA AVENTURA NA DISNEY


Nunca fui um grande fã do mundo Disney e por isso não fiquei demasiado entusiasmado, quando as minhas filhas me falaram na possibilidade de passar alguns dias na Disneylândia, em Paris. No entanto, estes foram dias maravilhosos e surpreendentes.
Apesar do vento frio e da ameaça permanente de chuva, o cenário com que cada visitante se depara à entrada dos Parques Disney é deslumbrante e rapidamente abre o sorriso aos milhares de visitantes que diariamente acorrem à maior fábrica de sonhos da Europa.

É impressionante constatar como aquela imensa babel de povos se entende na universal linguagem da brincadeira, dos jogos, do saboroso regresso ao tempo da infância. Ao contrário do que pensava a Disneylândia não é só para as crianças, mas para pessoas de todas as idades que reabrem as portas da sua infância e recordam as histórias, as personagens que os fizeram felizes. As personagens e as histórias criadas por Walt Disney que espelham a vida nas suas diversas facetas. Talvez por isso atraiam tanta gente… A luta entre o bem e o mal, os amores e as paixões, as grandes façanhas dos heróis, os divertidos defeitos de bonecos pelos quais nos apaixonamos instintivamente, a delicadeza e sensibilidade das princesas, a maldade dos vilões.

O público divide-se entre o parque Walt Disney Studio Films e o parque da Disneyland. Neste há quatro zonas temáticas (Fantasyland, Discoveryland, Adventureland, Frontierland). Indubitavelmente, a mais bonita e glamourosa é a Fantasyland, onde as meninas se deliciam com histórias de princesas, dragões, da branca de neve, o labirinto curioso da Alice no País das Maravilhas ou o país do conto de fadas.  Estes e outros divertimentos são enquadrados pelo majestoso, imponente e belíssimo Castelo das Princesas, onde todos os dias, à hora de encerramento do Parque, há um encantador espectáculo de cor, fogo-de-artifício e memória das figuras e histórias mais queridas do mundo Disney: Disney Dreams.   

A meio da tarde é normal decorrer uma parada das principais estrelas da bonecada, num animado cortejo pela mainstreet e que me fez lembrar os cortejos carnavalescos. Por coincidência passou por mim na tarde da terça-feira de Carnaval.
A Discoveryland é o território preferido dos rapazes e adultos. Foi lá que comecei a minha visita ao mundo Disney, numa pequena corrida de automóveis com a minha filha mais nova, na Autopia. Noutra altura desci ao submarino do capitão Nemo, antes de uma interessante batalha no Buzz Ligthear Lazer Blast. A minha pontuação foi tão fraquinha que decidi confortar-me com o lanche e deixar o resto da comitiva na Frontierland, onde pacientemente me esperaram na Panthon Manor, verdadeira casa do terror, ao melhor estilo das fantásticas histórias do americano Edgar Allan Poe. Depois de meio-dia passado na terra dos cowboys, procurei a terra da aventura. Adorei o Castelo dos Piratas, a Casa do Aladino, o jipe do Indiana Jones.

As horas e os dias iam-se sucedendo entre divertimentos, enormes filas de espera e vários quilómetros percorridos de um lado para o outro. Apesar do cansaço, o desejo de aventura, brincadeira era sempre superior.
Milhares de pessoas de todo o mundo a cruzarem-se constantemente, a trocar breve impressões, normalmente em francês ou inglês, espécie de línguas fastpass do entendimento geral. As máquinas fotográficas não paravam de disparar, captando momentos únicos e muitos belos, pois o cenário parecia sempre magnífico para qualquer lado que nos virássemos. É fácil fazer 100/200 fotos por dia, pois as oportunidades não faltam. Como também não falta a extrema gentileza de todo o staf do mundo Disney. Africanos, franceses, asiáticos, americanos – todos eles vindos um pouco de todo o mundo são um exemplo de simpatia, simplicidade, cordialidade, resolvendo problemas, indicando soluções, mas nunca aligeirando as normas de segurança. Por falar em segurança, ela esteja sempre visível, ativa e eficaz, mas jamais foi intimidatória.

Obviamente que a Disney não é só um mundo de contos de fadas, pois a vertente comercial está igualmente omnipresente. Os preços das lembranças são uniformes e adequados ao nível média de vida dos europeus. Um pouco superior ao nível médio dos portugueses é o preço das refeições, especialmente para quem não queira comer sempre fastfood. Senti falta de uma boa refeição portuguesa, mas entendo que a única maneira de alimentar 100 mil pessoas diariamente só possa ser aquela, especialmente quando todos querem eficiência e rapidez.
Para o final ficou a descoberta dos Studios Walt Disney. Perceber como se constroem os efeitos especiais de muitos filmes emblemáticos, entender como se criou o medo e a adrenalina das grandes películas de aventuras, percorrer enternecido a história do cinema no Cinamagique foi altamente compensador, mas a aventura final na Casa do Ratatui ultrapassou o imaginável – foi inesquecível.
Gabriel Vilas Boas

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

PIRÂMIDE DO LOUVRE


O projeto de construção da Pirâmide do Louvre inseria-se no chamado programa dos “Grandes Trabalhos”, levado a cabo pelo antigo presidente francês, François Mitterand, na década de 80 – um projeto arquitetónico e urbano que visava transformar e modernizar Paris. O objetivo era assinalar de forma grandiosa o bicentenário da revolução francesa e devolver à França e a Paris uma grandiosidade porventura perdida.
Como acontece com todos os projetos modernistas que nascem em cidades centenárias, também o projeto da Pirâmide do Louvre, da autoria do arquiteto americano de origem chinesa Ming Pei, causou grande polémica.

Em frente do clássico Louvre, símbolo maior da Paris clássico-barroca, Ming Pei propunha um irreverente edifício do mais puro pós-modernismo. A ideia de Ping não era confrontar o Louvre e a sua arquitetura, mas recuperar o esplendor do famoso museu, permitindo que os seus visitantes o desfrutassem com maior conforto. Por isso, o arquiteto de ascendência chinesa construiu uma entrada, situada no meio do enorme pátio em frente ao edifício original e, através dela, os visitantes têm acesso ao piso subterrâneo que, por sua vez, dá acesso às diversas salas.
.A pirâmide principal é basicamente uma complexa estrutura interligada de aço revestida de vidro reflexivo. Ela é, de facto, uma porta de entrada para as galerias principais do Louvre, que se localizam enterradas. Como uma desce para o foyer de entrada, a natureza dramática da intervenção torna-se mais aparente. A pirâmide principal, que certamente rompe o equilíbrio do pátio antigo do Louvre, é complementada por duas pirâmides menores, que fornecem mais luz e ventilação aos espaços subterrâneos.


Neste projeto, o arquiteto M. Pei conseguiu de uma forma muito funcional articular os dois espaços: o subterrâneo, interno e o nível térreo, externo. A pirâmide central serve de articulador, que une a entrada diretamente às três alas principais aonde se encontram as galerias mais importantes e famosas (e consequentemente as mais visitadas) galerias do Museu do Louvre, ao mesmo tempo em que permitia, através da utilização da pirâmide como clarabóia, a entrada de luz e de ventilação, para além de ter conseguido trazer uma monumentalidade, necessária a esta zona central do edifício.
Entre críticas, mitos e controvérsias, a Pirâmide do Louvre foi inaugurada no dia 30 de março de 1989 na cour Napoléon do Musée du Louvre. Vinte e cinco anos mais tarde, a criação do arquiteto sino-americano Ieoh Ming Pei é um dos lugares mais visitados de Paris. O Louvre passou dos 3 milhões de visitantes anuais de 1989 para os 9 milhões em 2013. Depois da Vénus do Milo e da Mona Lisa, a pirâmide do Louvre ocupa o terceiro lugar no ranking das obras mais apreciadas pelos visitantes do maior museu do mundo.

Feita integralmente de metal e vidro, a pirâmide quadrangular evoca toda a história de cultura ocidental, desde o Egito aos dias de hoje.  

Gabriel Vilas Boas