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sexta-feira, 14 de setembro de 2018

OS ESTRANGEIROS ANDAM A SALVAR A ECONOMIA PORTUGUESA


Leio na imprensa que as "Universidades Privadas crescem com a inscrição dos estrangeiros". Eu diria antes que  as "salvaram" e não só as privadas. A Universidade de Coimbra, por exemplo, já tem 20% de alunos estrangeiros, com especial destaque para o exército de brasileiros que procuram Coimbra pela tradição e pelo estatuto proporcionado pela mais antiga universidade portuguesa. A universidade conimbricense foi também pioneira no aproveitamento turístico da Instituição e hoje cerca de 3% das suas receitas provêm do turismo.

As universidades portuguesas não fizeram mais que a restante população: aproveitaram o novo elixir da felicidade - pessoas em permanente trânsito pela Europa - para ultrapassar a grave depressão económica em que políticas ultrapassadas e corruptas nos deixaram.

Foram os estrangeiros e o turismo que estancaram a hemorragia de jovens a sair do país, permitindo a mais baixa taxa de desemprego dos últimos dezasseis anos.

A busca do nosso país pelos estrangeiros permitiu a reabilitação urbana do Porto, Lisboa, Aveiro ou Braga. Também são os estrangeiros que continuam a executar os trabalhos deselegantes que os europeus não querem fazer. No entanto, na Europa cresce o apoio a partidos xenófobos e fecha-se a porta a quem é pobre e é islâmico, com a desculpa de que são potenciais terroristas.
Para sermos acolhedores não temos de ser permissivos, mas é indigno e estúpido ser preconceituoso.
O que acontece na Hungria, em algumas regiões da Itália e da Alemanha é a vitória do preconceito e da incompetência, além da falta de visão de futuro.
Gente incompetente prefere recusar o desconhecido antes de trabalhar uma ordenada incorporação de quem procura um recomeço de vida com urgência. 
É muito fácil dizer "Portugal para os portugueses" ou "A Hungria para os húngaros", mas depois queremos Lisboa cheia de turistas chineses, japoneses, árabes ou americanos e contratamos brasileiros e cabo-verdianos para servirem às mesas dos restaurantes, dezasseis horas por dia, pagando-lhes pouco mais que o ordenado mínimo.
Temos a mania da "xico-espertice" no sangue e também é por isso que crescemos de maneira disforme.
GAVB

terça-feira, 19 de setembro de 2017

TODA A GENTE QUER RESIDIR EM PORTUGAL. POR QUE RAZÃO SERÁ?




Quatro mil pedidos de visto em apenas uma semana! Se não é recorde mundial, deve andar lá perto! Não é um fenómeno do Entroncamento, mas do Portugal que escancara as portas a quem quer residir no país, sem critério nem cuidado. Agora já nem é preciso pagar (vistos gold), nem ser um reformado rico e conhecido (ao estilo Madonna ou Cantona), porque o governo do Partido Socialista, em consonância com os partidos do arco da geringonça, aprovou uma lei em que exige ao estrangeiro, para a obtenção de visto de residência em Portugal, a barbaridade de uma “promessa de contrato de trabalho” e a inscrição na Segurança Social. Desde já declaro que estou disponível para prometer trabalho a quem quiser, desde que seja estrangeiro, e a preencher o boletim da segurança social a todo o ucraniano, russo, nepalês, birmanês, indiano, brasileiro, cabo-verdiano… que pretenda viver em Portugal. A comissão é barata!

A legislação que entrou em vigor, ao arrepio de mais elementar bom senso e da discordância dos SEF (Serviços de Estrangeiros e Fronteiras), é uma tremenda irresponsabilidade, especialmente numa altura em que a Europa regista a média de um atentado terrorista de 10 em 10 semanas.
Ainda hoje, uma amiga estrangeira manifestava-me a sua estranheza por este franquear de portas do governo português e brincava, dizendo que qualquer dia os marcianos também pediam visto de residência em Portugal.
Neste momento o que mais me preocupa é a segurança, mas isto trará também problemas sociais e económicos. São pessoas provenientes de culturas muito diversas que chegam, sem qualquer enquadramento e que só por muita sorte não arranjarão problemas. Por outro lado, o governo mantém a intenção de não cobrar IRS aos reformados estrangeiros, pensando que os investimentos que farão em Portugal acabarão por cobrir a arriscada aposta.
Dando de barato que o tiro não sairá pela culatra, subsiste a gritante questão de injustiça social e fiscal. Então um reformado português, com uma reforma de 4000 euros tem de deixar na fonte mais de mil euros e um reformado sueco pode não pagar nada?
O que convém as pensionistas portuguesas não é o aumento das reformas, mas apenas tornarem-se estrangeiros.

GAVB