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terça-feira, 15 de janeiro de 2019

O PODER DA UNIÃO


Olá, vou pedir-vos que se sentem em círculo… E vamos dar as mãos.

Vou falar-vos da palavra UNIÃO.

Segundo as minhas pesquisas a união significa a associação ou a combinação de vários elementos, iguais ou diferentes, com o intuito de formar um CONJUNTO. É também considerado um ato ou efeito de UNIR duas ou mais forças e pensamentos.

Mas para mim a união é uma palavra curta, composta apenas por 5 letras, mas que nestas 5 letras está uma força enorme, uma força que não a vemos mas que a podemos SENTIR, e esta força pode MUDAR muita coisa embora seja somente uma PALAVRA.

Muitos de vós, dizem que o nosso grupo é desunido, então vamos ser unidos! Mas vamos ser unidos de livre vontade, unidos com o CORAÇÃO e não unidos por raiva, por medos, por inveja, simplesmente unidos pelo que somos e não pelo que o nosso amigo ou colega nos influencia a ser, simplesmente unidos pelo MESMO OBJETIVO, porque, aliás, somos uma turma, não somos desconhecidos, somos colegas já há alguns anos e acho que não é caso para andarmos a gozar ou a julgar alguém pelo que é ou pelo que tem. Acho que já temos maturidade suficiente para sabermos o nosso lugar, o nosso dever, e para sabermos ser boas pessoas tal como gostávamos que fossem connosco.

E não, não somos obrigados a gostar uns dos outros! Óbvio que não, mas o não gostar de uma pessoa, não implica faltar-lhe ao RESPEITO e a todos os DIREITOS HUMANOS a que ela tem DIREITO. Nunca devemos esquecer que se queremos RECEBER o bem temos que FAZER o bem também.

Não esquecer também que a união faz a FORÇA e nós precisamos desta força e desta união, para ALCANÇARMOS os nossos objetivos como grupo, para sermos a MELHOR turma em  termos de notas e comportamento, para sermos aquela turma que todos os professores esperam ter e com que gostam de trabalhar, para sermos  aquela turma perfeita que neste momento parece estar impossível de alcançar, mas que pode vir a existir. Só depende de NÓS, mas não depende só de mim e de mais 3 pessoas, depende de cada elemento da TURMA .

Vamos acreditar nas nossas capacidades e vamos ser uma turma, uma TURMA UNIDA, relembrando sempre o que a M. diz, que JUNTOS somos MAIS FORTES, e relembrando também o que vou dizer, que JUNTOS conseguimos TUDO, basta ter presente duas palavras
  
ACREDITAR 

 PERSISTIR. 

Mafalda Silva, 14 anos, E.B. Amarante

sábado, 25 de março de 2017

É BOM ESTAR EM FAMÍLIA, MAS À MINHA MANEIRA


Quer quem a tem, quer quem a já não tem, acha os momentos em família dos mais belos e gratificantes da vida. 
A importância da família na vida de cada um é incomensurável. Apesar desta unanimidade, são muitos os casos em que a relação familiar é insatisfatória. Por que é que tal acontece? Há várias razões, algumas mais recorrentes que outras: desgaste emocional; sobreposição da vida profissional sobre a vida afetiva e familiar, diferentes conceções de educação dos filhos, surgimento de outros interesses pessoais, sociais e afetivos; sistemática imposição do interesse individual.

A família é uma ideia coletiva que amamos e acarinhamos, mas pela qual não estamos dispostos a fazer grandes sacrifícios, que na verdade nem deveriam ser sacrifícios. E não é a ideia de sacrifício que nos assusta (fazemo-los tantas vezes por coisas insignificantes), mas temos a certeza que a família pode aguentar mais aquele soco no estômago. Ela não se vai embora, ainda que ande zangada.

O problema não é bem o telemóvel como no passado não era a televisão ou o negócio inadiável – versão intemporal do culpado. A questão é que vemos a família só na perspectiva do receber e raramente do dar. Por isso, quando não temos a expectativa de receber algo de interessante, levamos um gadget qualquer que nos distraia. 
Obviamente a culpa é sempre do outro: não nos cativa, não nos surpreende, não sai do seu mundinho egoísta e repetitivo, não repara nas nossas necessidades. 
Até são razões válidas, todavia contam apenas metade da história. O lado B é parecido, mas tem-nos como réus.

A família é uma construção permanente e única. É muito mau sinal que tenha apenas a marca distintiva de um dos lados, porque isso sugere desde logo alguma abdicação ou anulação. O ideal é que constitua uma espécie de heterónimo coletivo, onde todos se sintem confortáveis, amados, realizados e com vontade de estar e participar. 
Não me parece que isto seja uma utopia, um conjunto de belas palavras, pois há famílias que o conseguem pôr em prática.

No entanto, antes de tudo é preciso querer estar com aqueles com quem partilhamos a mesa do jantar, além do convencional. E querer é mais determinante que qualquer convenção ou conveniência.
GAVB

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

PROIBIDO FUMAR A CINCO METROS


De tempos a tempos, um qualquer membro do governo ou um deputado ou até um dirigente partidário brinda-nos com uma proposta legislativa hilariante, normalmente inexequível, quase sempre patética, mas que serve para entreter as conversas de café. Normalmente estas brincadeiras cabem ao Bloco de Esquerda, mas a Juventude Socialista não gosta de deixar o Bloco sem troco. Uma vez por outra a doideira sobe à cabeça do grupo parlamentar.
Esta semana, o grupo parlamentar do PS anunciou que está a pensar propor uma lei que proíba fumar na rua (!!!), mas não é em qualquer rua nem na rua inteira. Só naquele espaço que dista menos de cinco metros de hospitais, creches, escolas, ginásios, bares, átrios, bares, restaurantes…


Estou mesmo a ver a polícia a passar a ronda pelos portões das escolas, entradas dos hospitais, estacionamentos dos restaurantes, com fita métrica na mão, dirigindo-se ao utente, ao professor, ao médico, à mãe que acabou de deixar a criancinha no infantário, sacando do bloquinho das multas, talão 653, com aquele ar de felicidade que só um polícia sabe fazer quando se prepara para passar um multa, e anunciar: «O senhor está multado, por ter puxado do cigarro junto à portão da escola! Que mau exemplo!»
Surpreendido, o pai lá refere que ainda não acendeu o cigarro, o polícia consulta novamente a lei, para ver se há alínea para cigarro por acender; o pai, pelo sim pelo não, dá dois passos em frente; o polícia manda-o recuar; os curiosos começam a juntar-se, tomando partido pelo pai que ia fumar mas ainda não acendeu o cigarro; o polícia começa a enervar-se; a canalha aproveita para aglomerar-se junto à vedação do lado de dentro da escola; o pai dá mais uns passinhos para a rua; os automobilistas começam a apitar, porque a estrada está impedida; toda a gente muda de passeio; o pai diz que já está atrasado para o emprego, mas que até está disponível para pagar a multa, no entanto requer que seja medida a distância para o portão da escola; o polícia percebe que se esqueceu da fita métrica no carro patrulha; os alunos riem e deixam-se ficar; o polícia calcula a distância a olho; o pai não aceita e pede nova análise. Entretanto, o pai já não tem o cigarro na mão, nem no bolso do casaco e o polícia não sabe o que há de fazer.


Noutro ponto da cidade, duas mulheres saem do restaurante, entram no carro que está estacionado em frente, colocam o cinto, acendem o cigarro, mas antes de darem a primeira passa já estão com o zeloso polícia à perna, a pedir-lhes os documentos, para as multar por fumarem a menos de cinco metros de um restaurante. Tinham elas poupado na sobremesa! Que tontas!
Numa sociedade que devia prezar o respeito pelo outro não se podem fazer leis em modo “pide dos costumes”, querendo impor aos outros condutas e atitudes que colidam com o exercício da sua liberdade.
Falar-me-ão do exemplo que um professor, um médico, um pai devem dar. É verdade, mas em sociedade todos devem dar exemplo. Não há classes que tenham perante a lei um dever especial de exemplo.
Um dos atributos da lei é a justiça, outro é a igualdade genérica perante a mesma e outro é o bom senso.


Gabriel Vilas Boas