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domingo, 15 de dezembro de 2019

DEPUTADOS DA ESQUERDA RECUSAM CONDENAR AGRESSÃO A PROFESSORA GRÁVIDA, EM SALA DE AULA


Já é suficiente mau uma professora ser agredida no seu local de trabalho, por quem quer que seja, mas quando a agressora é uma mãe, que irrompe por uma sala de aula e bate numa mulher grávida, a ponto desta perder a criança que trazia dentro dela, o caso torna-se ainda grave.


Quer a direção da escola, quer a associação de pais, quer o próprio ministério da educação deviam ter repudiado desde logo o triste acontecimento, pois não souberam proteger aquela professora e o seu futuro filho, de uma agressão cobarde, indigna e ultrajante.

Como, incrivelmente, ninguém responsável fez o seu trabalho, alguns deputados acharam por bem levar o caso à Assembleia da República, pedindo o mínimo: um voto de condenação pelo sucedido.
E eis que o impensável acontece: o partido do governo, o Partido Socialista vota contra. Os outros partidos de esquerda (Livre, Bloco de Esquerda, Partido Comunista e Verdes) abstêm-se.

Não consigo compreender este ato! Não consigo aceitá-lo!

Uma professora, uma mulher grávida a exercer a sua profissão ao serviço do Estado português é agredida e a maioria dos representantes do povo português recusa-se a condenar este ato?!

Quando Jerónimo de Sousa ou Catarina Martins voltarem a dizer que defendem os professores e as suas legítimas reivindicações, devíamos exibir-lhe um papel com o resultado desta votação e virar-lhes definitivamente as costas. Quando algum membro do PS voltar a dizer que é contra a violência, seja ela doméstica ou de outro qualquer género, exercida contra uma mulher, especialmente quando está grávida, há que lhe mostrar o seu voto.
Não têm desculpa! 
Como diria Angel Merkel, há atos que nos envergonha para a vida inteira e este será um deles. Aquela gentinha que se levantou para recusar a condenação de uma agressão a uma professora grávida, em serviço, não merece respeito nem tem honra para ocupar o cargo que ocupa.
Há muita gente, entre a população portuguesa, que tem verdadeiro ódio aos professores, mas acho que mesmo a esmagadora maioria dessa gente era incapaz de um ato tão vil.
Certamente a vida há-de encarregar-se de fazer sentir a todos aqueles que participaram nesta VERGONHOSA recusa, quão mesquinho e baixo foi o seu ato.
GAVB