Etiquetas

Mostrar mensagens com a etiqueta Mona Lisa de Leonardo Da Vinci. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Mona Lisa de Leonardo Da Vinci. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 14 de junho de 2017

PINTURA PARA CEGOS


Há muitas frustrações que os cegos experimentam. Uma delas é não conseguirem viver a maravilhosa sensação da cor. 
E como a pintura explora a cor e as diferentes tonalidades de cada cor!!!
 No entanto, a pintura é também o movimento e a forma. O problema é que um museu é um local onde só se pode usar os olhos e nunca as mãos, por isso é um local desinteressante para um invisual. Era…



Recentemente o antigo fotógrafo John Olson resolveu processar pinturas em modelos 3D texturados, procurando abrir a beleza da pintura às mãos dos cegos. Ver com as mãos e com o… cérebro, porque um estudo científico provou já que os invisuais conseguem distinguir as formas com os restantes sentidos, pois o córtex visual é estimulado pelo tato.
Um rapaz cego, de 13 anos, conseguiu percebeu o celérrimo sorriso da Mona Lisa pintado pelo Leonardo Da Vinci depois de ter tateado a versão 3D do famoso quadro renascentista.
Este projeto das pinturas tácteis, a expandir-se um pouco por todo o mundo, é um passo maravilhoso no processo de inclusão na sociedade dos invisuais. 
E finalmente deixará de fazer sentido aquela máxima anunciada em todos os museus – “é para ver, mas não é para tocar”.
Agora fará mais sentido dizer, “se não podes ver, toca… e sente como é bela!"

GAVB

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

MONA LISA





Mona Lisa, o sorriso misterioso
    
     Mona Lisa, também conhecida como a Gioconda, é um quadro do brilhante artista italiano Leonardo Da Vinci, pintado entre 1503 e 1506.
    Pensa-se que a modelo inspiradora da pintura, vista por quase 6 milhões de pessoas por ano, é Lisa Giocondo, esposa de um abastado comerciante.
    Pintado em Florença, Itália, o quadro está hoje exposto no Museu do Louvre, em Paris, França. Foi trazido de Itália, país natal do pintor, em 1506, quando Leonardo foi convidado para fazer parte da corte do rei francês Francisco I que, posteriormente, comprou a pintura. O quadro começou por ser exibido em Fontainebleau e, mais tarde, no Palácio de Versalhes.


     Só após a revolução francesa é que o quadro foi exposto no Museu do Louvre, pois até lá o quadro mantinha-se nos aposentos de Napoleão Bonaparte. Durante as guerras com a Prússia, o imperador foi obrigado a desfazer-se dele e a escondê-lo num lugar seguro, assim como outras peças de arte do museu.
      O quadro já foi vítima de vários atentados: o primeiro, em 1911, foi o seu roubo do museu, levado a cabo pelo operário Vincenzo Peruggia. Foram suspeitos do roubo o pintor Pablo Picasso e o poeta francês Guillaume Apollinaire, chegando mesmo a serem presos e interrogados. Meses mais tarde, foram libertados e encontrou-se a pintura em Itália, nas mãos do verdadeiro ladrão.


      Mais tarde, em 1956, a obra-prima de Leonardo Da Vinci sofreu dois atentados no mesmo ano: o primeiro, quando um psicopata lançou um ácido sobre a pintura, cujo processo de restauração foi muito demorado e o segundo, quando um boliviano atirou uma pedra contra a pintura e estragou parte de uma das sobrancelhas de figura retratada.
Felizmente, até aos nossos dias, o rol de incidentes fica encerrado com o atentado de uma russa que, em 2009, atirou uma chávena ao quadro, que, felizmente, partiu-se no vidro de proteção antes de chegar ao quadro.


A maior atração do museu do Louvre é famosa pelo seu sorriso misterioso, indiciador duma enchente de emoções. É de notar que a “Mona Lisa” foi sujeita a um programa de deteção de emoções que determinou que ela está 83% feliz.
        O quadro é um grande exemplo da técnica do sfumato (a técnica que lhe dá o aspeto esbatido e esfumado) e do brilhantismo do artista, um dos maiores pintores da sua geração e que nos deixou um grande legado.


Sofia Correia Vilas Boas